quinta-feira, 22 de maio de 2014

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Estou gostando da Lição. Desde o início, percebi que faríamos um belo passeio pelo Plano da Redenção. Não há como dissociar a Lei do Plano da Redenção.
Ocorre que, insistentemente, a Lição tem afirmado que a obediência a Lei não salva. A Lei mostra que somos pecadores e qual o padrão celestial para uma vida em harmonia com o desejo do Criador. E, porque somos pecadores, então nos encaminha para a única solução possível: Cristo. É Cristo quem nos salva.
Bem, o fato de estar salvo em Cristo de modo algum me faz ignorar a lei. Ter sido alcançado pelo Plano da Redenção não me autoriza a continuar desobediente. A morte de Cristo, além de estar me salvando, está também engrandecendo a imutabilidade da lei. Portanto, jamais a cruz deveria ser usada para desculpar a continuação em pecado.
Mas a Lição continua. E agora fica mais fácil responder essa questão: “Deus nos ama?” – Sim! Não só a cruz nos afirma isso, mas também a lei! Pelo caráter da lei; pelo padrão que ela exige; pela proteção que nos oferece – realmente ela mostra o quanto Deus nos ama.
Nessa semana, vejamos o amor de Deus através da Lei e da Graça. Vejamos a ligação entre essas duas manifestações do amor de Deus. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Domingo – O Pecado e a Lei (25 de maio). Salvos em Cristo, vivamos em novidade de vida. A lei não nos “prende” mais. Mas, o que significa “não nos prende mais”?
Bem, Paulo chega a perguntar: “É a lei pecado?” Entendamos isso.
Em Cristo, a lei não mais me acusa de pecador. Ao contrário, porque estou em Cristo, a lei me considera justificado, perdoado, limpo de coração. A lei não me “prende” mais! (Mas, lembre-se, isso não significa liberdade para voltar ao pecado, ou continuar em pecado).
É a lei pecado? De modo algum! Mas não haveria pecado se não houvesse uma lei que estipulasse esse ou aquele ato como sendo pecado. Ultrapassar um sinal vermelho só é infração porque a lei de trânsito assim estabelece. Mas a lei de trânsito é uma infração? De modo nenhum!
Dia desses vi um policial rodoviário explicando na TV que é infração parar o carro no acostamento para atender o celular. Estranho, não é mesmo?!!! Nem dirigindo, nem no acostamento.
Irmãos, em relação a Lei de Deus, não há nada de estranho. A lei é santa, justa e boa. Ela reflete o caráter dAquele que é eterno. DAquele que conhece o fim desde o começo.
Dizem que o exímio jogador de xadrez mexe numa peça já pensando centenas de jogadas à frente. Sua mente é preparada para isso. Nosso Criador, queridos leitores, conhece completa e absolutamente tudo. Tudo, tudo, tudo. Assim, Seus “nãos” são baseados em Seu pleno conhecimento. Se não houvesse uma lei de trânsito, o que seria de nós? Se não houvesse uma lei dizendo “não cobiçarás”, “não adulterarás”, “não furtarás”, o que seria da humanidade? – Então, é a lei pecado? Porventura não é uma benção?!!!
Veja a vida de Cristo. Ele é nosso exemplo. Ele foi completamente obediente a Lei. Sua vida mostra a beleza e a excelência da Lei. Cristo nos mostrou que vale à pena confiar em Deus quanto as “obrigações” da Lei. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Segunda – A Lei e Israel (26 de maio). Deus deu a Lei para Israel. Não era Sua intenção que o povo se intitulasse “exclusivo”. Na verdade, salvos em Cristo, eles deveriam exemplificar os benefícios de se viver em conformidade com a Lei. A Lei iria torná-los “diferentes” dos outros povos, e, esses, seriam tocados pelo Espírito Santo a desejar fazer parte do povo de Deus. As fronteiras de Israel se ampliariam.
Israel, protegido pela excelência da Lei, seria um instrumento de evangelização mundial. Cooperaria com Deus para a salvação da humanidade. Prepararia o mundo para o primeiro advento de Cristo.
Irmãos, nós somos chamados, pelo poder do Espírito Santo, a obedecer a Lei. Com isso, mostramos em nossa vida a excelência e o caráter da Lei, ou seja, de seu Autor. Sendo assim, não é pouca coisa os “desvios” que cometemos. Isso também influencia as pessoas que estão nos vendo. É verdade que um erro na vida dos outros eles não enxergam como erro. Mas, na nossa, a cobrança é enorme. E o prejuízo também.
Nós somos o Israel espiritual. O Israel atual. Filhos de Abraão. Filhos daquele que ouviu uma promessa de Deus. Ouviu uma benção de Deus. Deus nos mostrou simbolicamente a Abraão através daquele noite estrelada.
“Uma religião relapsa deixa o mundo confuso e desorientado”. Que Deus nos perdoe, e nos corrija em nossa caminhada. Que Deus nos discipline em obediência. Que Deus nos use como “isca” para atrair mais e mais pessoas. Que eles vejam em nós que vale à pena andar segundo a vontade de Deus.
Não vejo vantagem alguma dizer que o antigo Israel falhou. Tomara é que eu não seja motivo de escândalo para ninguém. Para ninguém. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Terça – A Lei e as Nações (27 de maio). Embora os erros do Israel antigo, Deus não deixou as outras nações sem o conhecimento de Sua lei e vontade. Raabe, em Jericó, testificou que sabia sobre o Deus de Israel. A viúva de Sarepta reconhecia em Elias um homem de Deus. Os sábios do Oriente foram ensinar os moradores de Jerusalém que Cristo havia nascido. Esses e outros exemplos não estão à toa na Bíblia! Ensinam que Deus sempre manteve interesse de Se comunicar com todos os povos (mesmo que Israel estivesse falhando nesse propósito).
“Às vezes os que não têm conhecimento de Deus além daquele que receberam sob a operação da graça divina, têm sido bons para com os servos do Senhor, protegendo-os com o risco da própria vida. O Espírito Santo está implantando a graça de Cristo no coração de muito nobre pesquisador da verdade, ativando suas simpatias contrariamente a sua natureza e à sua anterior educação. A “luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo”, está brilhando em sua alma; e esta luz, se aceita, guiará seus passos para o reino de Deus. O profeta Miqueias disse: “Se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz. [...] Ele me trará a luz, e eu verei a Sua justiça”.
O divino plano de salvação é amplo bastante para abranger o mundo todo. Deus anseia por insuflar na prostrada humanidade o fôlego da vida. E Ele não permitirá fique desapontada qualquer alma que seja sincera em seu anelo de algo mais elevado e mais nobre que aquilo que o mundo possa oferecer. Constantemente está Ele enviando os Seus anjos aos que, conquanto rodeados por circunstâncias as mais desencorajadoras, oram com fé para que algum poder mais alto que eles mesmos tome posse deles, dando-lhes libertação e paz. Por várias maneiras Deus Se lhes revelará, e os colocará em contato com providências que estabelecerão sua confiança nAquele que Se deu a Si mesmo em resgate por todos, “para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os Seus mandamentos” (Patriarcas e Profetas, capítulo 31 – “Esperança Para os Gentios”).
Em 1904, quando minha bisavó adquiriu uma das raras literaturas adventistas em português, ela disse ao marido que finalmente encontrara uma denominação que observava o sábado. Somos agradecidos porque o Espírito Santo teve misericórdia de uma católica, criando nela um anseio sobre a observância do sétimo dia, quando sequer imagina existir um povo sabatista. Na manhã da ressurreição, conhecerei meus queridos bisavós, e aquele precioso colportor. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Quarta – Graça e Verdade (28 de maio). Suponhamos que Jesus tivesse ido para o Céu ali do Getsêmani, minutos antes de ter dito “Pai, se possível, afasta de Mim este cálice”. Teria sido considerado um Homem perfeito. Fez o que Adão tinha deixado de fazer. Foi obediente. Absolutamente irrepreensível. Como nascera sem pecado, não fora infectado pelo pecado. E, então, ali no Getsêmani, subiria santo para o Céu. (Lembre-se: isso é uma suposição).
Bem, se isso tivesse acontecido, a humanidade não estaria salva. Não adiantaria nenhum outro homem ser irrepreensível (ou tentar ser). A obediência a lei não o salvaria. Enoque, Moisés e Elias teriam que descer do Céu, e morrer a morte que pertence a todos os pecadores.
Irmãos, depois de ser obediente a lei (saindo da suposição e voltando para a realidade), Cristo então Se ofereceu para morrer em nosso lugar. Por ter sido irrepreensível, o Pai O podia aceitar como Substituto. Por ser Deus, tinha vida própria, e a ofereceu em nosso lugar (ninguém dá o que não tem).
Cristo desceu o jardim Getsêmani, e cumpriu o que prometera no jardim do Éden. Salvou a humanidade. Redimiu a humanidade. Onde abundou o pecado, superabundou a graça. Maravilhosa graça. Taça de misericórdia. Preciosa salvação.
O pecado é uma verdade, irmãos, mas a graça também é outra verdade. Não exponha os pecados de alguém, e nem os seus. Esses são atos de Satanás. Fale da graça de Deus. Exponha os atos do Salvador em benefício justamente daqueles que dEle necessitam. É verdade que as pessoas pecam, mas a verdade que deve prevalecer é que a graça baixou até nós, com o propósito de nos erguer.
Ontem vimos um texto do Patriarcas e Profetas. Vou repetir uma frase: “Deus anseia por insuflar na prostrada humanidade o fôlego da vida”. Que graça! [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Quinta – A Lei e o Evangelho (29 de maio). Falar de redenção é uma boa nova, o evangelho. Ocorre que Cristo é o Evangelho. NEle temos a boa nova.
A Bíblia deve ser estudada para encontrarmos o Salvador. A mensagem que levamos aos outros dever ser para encaminhá-los para Cristo. Tudo perderia o sentido, inclusive a observância da lei, sem que permitíssemos a obra salvadora de Jesus em nosso favor (lembre-se do jovem rico).
Ainda bem que a Lição tem insistido em explicar a ineficácia da justificação pelas obras. Que seria de nós se dependêssemos de nossas obras para ser aceitos diante do Pai! Que seria! Então, olhando para vários textos escritos por Paulo, temos as explicações do papel da obediência e o da graça. A obediência não me salva, e a desobediência me confirma na perdição. A graça me salva, e provoca em mim a motivação correta para a obediência. Me leva de volta para a lei. E eu, ligado na Videira, dou o fruto correspondente a essa relação. Poderíamos dizer assim: além de me salvar, Cristo me capacita para a obediência.
Minha preocupação é ser considerado experto em teoria sobre justificação e obediência, mas servo infiel, cujo Senhor terá que dizer: “Não vos conheço. Apartai-vos de Mim”.
Sejamos simples nas explicações, e firmes nas ações. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Sexta – Conclusão (30 de maio). “Torne-se distinto e claro o assunto de que não é possível efetuar coisa alguma em nossa posição diante de Deus ou no dom de Deus para nós, por meio do mérito de seres criados. Se a fé e as obras adquirissem o dom da salvação para alguém, o Criador estaria em obrigação para com a criatura. Eis aqui uma oportunidade para a falsidade ser aceita como verdade. Se alguém pode merecer a salvação por alguma coisa que faça, encontra-se, então, na mesma posição que os católicos para fazer penitência por seus pecados. A salvação, nesse caso, consiste em parte numa dívida, que pode ser quitada com o pagamento. Se o homem não pode, por qualquer de suas boas obras, merecer a salvação, então ela tem de ser inteiramente pela graça, recebida pelo homem como pecador, porque ele aceita a Jesus e crê nEle. A salvação é inteiramente um dom gratuito. A justificação pela fé está fora de controvérsia. E toda essa discussão estará terminada logo que seja estabelecida a questão de que os méritos do homem caído, em suas boas obras, jamais poderão obter a vida eterna para ele” (Fé e Obras, capítulo 1 – “Ellen G. White Esclarece as Questões”).

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